Reino Unido diz à tecnologia: bloqueie crianças nuas ou enfrente novas leis

19

Keir Starmer está pisando fundo no acelerador.

O primeiro-ministro britânico subiu ao palco da London Tech Week na última segunda-feira. Ele olhou diretamente para os gigantes da tecnologia. Sua mensagem era simples. Impedir que crianças tirem, enviem ou recebam imagens de nudez. Faça isso rápido.

Ou então.

“Estou apelando às empresas de tecnologia… para que introduzam controles de dispositivos”, disse Starmer. “Se eles decidirem não fazê-lo… nós agiremos.”

Essa é a ameaça que paira no ar.

O governo estabeleceu um prazo. Três meses. Nessa janela, a Apple e o Google terão que construir a tecnologia. Não apenas um aplicativo. Não é um filtro que será ignorado se você ajustar suas configurações. Controles no nível do dispositivo. Paradas bruscas no hardware. Tanto os telefones novos quanto os que já estão no bolso precisam dessa atualização.

O Google respondeu com suavidade de relações públicas.

“Estamos trabalhando de forma construtiva com parceiros do Reino Unido… para encontrar soluções eficazes que preservem a privacidade.”

Uma dança padrão. Uma promessa de segurança envolta em jargões sobre privacidade. Enquanto isso, Apple? Silêncio de rádio. Nenhum comentário imediato. Típico.

Por que a urgência? Porque os adolescentes estão nus na internet e seus pais não têm ideia.

É ilegal. É perigoso. Chantagem espera na esquina. O bullying vem logo atrás. Assédio sexual. Exploração. O Reino Unido aposta que a tecnologia pode resolver isto onde a sociedade não conseguiu. Eles querem proibir as fotos na fonte.

Graeme Biggar, que dirige a Agência Nacional do Crime do Reino Unido, acha que isso acaba com o abuso antes que a primeira foto seja tirada.

“Uma vez que essas imagens existam”, observa ele, “elas podem ser usadas para chantagem… Impedir que crianças… as levem… é um importante passo em frente.”

Lógico, talvez. Mas o pessoal da liberdade civil está nervoso.

Silkie Carlo, do Big Brother Watch, odeia essa abordagem. Ela chama isso de ultrajante.

“Verificações de identidade em toda a população”, ela alerta. Para usar seu telefone. Para usar seu laptop. Ela vê um estado de vigilância disfarçado de proteção infantil.

E há mais vindo.

Starmer está considerando proibir as redes sociais para menores de 16 anos. Veja o caso da Austrália. Eles fizeram isso lá. Agora o Reino Unido está farejando a ideia.

Como será um futuro sem privacidade digital?

Não saberemos por três meses. Talvez mais.