O Irão está a implementar agressivamente uma sofisticada campanha de desinformação, apoiada pela Rússia e pela China, para amplificar as relações anti-EUA. e sentimento anti-israelense em todo o mundo. Esta operação utiliza meios de comunicação social apoiados pelo Estado e agentes secretos, com uma dependência crescente da IA generativa para produzir conteúdos falsos cada vez mais realistas.
Principais táticas e objetivos
O objectivo principal é explorar a oposição global existente à campanha militar EUA-Israel e desviar a atenção dos reveses do próprio Irão no campo de batalha. As táticas incluem:
- Eventos Fabricados: Espalhar alegações totalmente falsas sobre ataques a alvos americanos e israelenses, como um recente vídeo deepfake retratando um ataque com mísseis na Ilha da Liberdade, em Nova York.
- Explorando Narrativas Existentes: Referenciar repetidamente figuras controversas como Jeffrey Epstein para inflamar ainda mais a raiva e a desconfiança do público.
- Narrativas exageradas: Exagerar o impacto das ações iranianas enquanto minimiza as suas próprias perdas.
O impacto da desinformação
Embora existam esforços de desmascaramento, este conteúdo falso já atingiu milhões de pessoas nas principais plataformas de redes sociais (X, Bluesky, Facebook, Instagram, TikTok). Os especialistas argumentam que a guerra de informação é quase tão poderosa quanto a capacidade do Irão de interromper o fornecimento global de petróleo através do Estreito de Ormuz.
“Eles estão vencendo a guerra de propaganda”, diz Darren L. Linvill, do Media Forensics Hub da Clemson University. “Eles estavam mais preparados para isso do que o governo, porque se prepararam para todo esse conflito durante 50 anos.”
Implicações de longo prazo
A estratégia proactiva de desinformação do Irão destaca uma tendência crescente na guerra assimétrica: onde a manipulação de informação pode ser tão eficaz como os meios militares tradicionais. Esta abordagem permite ao Irão moldar a percepção pública, minar a confiança nas forças opostas e obter uma vantagem estratégica a um custo mínimo.
O conflito actual demonstra que o Irão vê a guerra de informação como uma componente central da sua estratégia de defesa, e esta capacidade provavelmente continuará a evoluir à medida que as ferramentas alimentadas pela IA se tornarem mais acessíveis.

































